terça-feira, 10 de março de 2015

Organizações feministas, em ato unificado, saem às ruas do Recife.

Caminhada passou pela A. Conde da Boa Vista
Foto: Conceição Cintra
Na tarde da última sexta-feira, 6 de março cerca de 19 organizações realizaram uma caminhada unificada marcando antecipadamente o 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. Ainda há muito o que avançar em relação a uma sociedade mais justa e com menos desigualdades entre homens e mulheres e esse foi um dos pontos do ato unificado com concentração no Parque 13 de Maio, Centro do Recife, e posterior caminhada sentido Praça do Derby.

Durante o percurso, representantes das organizações mobilizaram a participação do público com cartazes, faixas, distribuição de panfletos, palavras de ordem e, ao encerramento da caminhada, o público pôde conferir apresentações musicais e mostras de faixas e painéis na Praça do Derby.



O Instituto PAPAI, como ong feminista que envolve os homens nessa luta, se fez representar através da Campanha Quem Fala Não Consente, em parceria com o Núcleo de Gênero e Masculinidades da UFPE.  A Campanha Quem fala NÃO consente! é apoiada pelo Fundo Canadá de Apoio a Iniciativas Locais, um programa vinculado ao Ministério das Relações Exteriores e Comércio Internacional do Canadá que apoia iniciativas de ONG e organizações de bases locais de países em desenvolvimento. Este programa promove o fortalecimento das relações entre o Canadá, a sociedade civil e as comunidades dos projetos financiados, o que amplia e reforça as redes de solidariedade e contato entre o Canadá e os outros países. Além da caminhada, o projeto prevê oficinas e outras ações em escolas no bairro da Várzea, voltadas aos jovens da região.



Dados de violência contra a mulher - De acordo com o último relatório do Mapa da Violência (estudo realizado a cada dois anos pelo Instituto Sangari, que atualiza os dados de mortalidade por causas violentas no país), Pernambuco ocupa a 10º posição no ranking da violência contra a mulher e a cidade do Recife ocupa a 6ª posição entre as capitais, o que aponta para a necessidade de ações que priorizem a equalização das diferenças de gênero e que busquem envolver as pessoas pelo fim da violência contra a mulher. Sabemos que os homens são os principais autores da violência e o intuito da campanha é envolver e sensibilizar esses homens a denunciarem e a não se calarem diante de situações de violência contra a mulher.


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