quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Jovens do Instituto PAPAI participam de Simpósio no Vaticano


O encontro foi realizado nos dias 15 e 16 de novembro e reuniu jovens de todo o mundo

Wagner Montenegro (Educador Social do Instituto PAPAI) com o Papa Francisco
Alertar contra a exploração sexual e deixar muito clara a diferença entre este crime e a prostituição. Essa foi a proposta apresentada pelos jovens educadores sociais do Instituto PAPAI, Wagner Montenegro e Natália Cordeiro no Simpósio "Jovens contra a prostituição e tráfico humano: a maior violência contra as pessoas humanas" realizado nos dias 15 e 16 do corrente mês, no Vaticano, por iniciativa da Academia Pontifícia das Ciências.



Wagner e Natália, no Instituto PAPAI, integram o Projeto Homens Jovens Promotores de Saúde, que tem o apoio do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime - UNODC , e, no encontro - que aconteceu na Pontifícia Universidade de Ciência do Vaticano, com a presença de outros jovens de todo o mundo e do Papa Francisco - eles fizeram falas alertando contra o preconceito à atividade de prostituição e ressaltando a diferença entre a prostituição e a exploração sexual.

Desde 2013 o Instituto PAPAI desenvolve a campanha Quem não cala, não consente: Homens pelo fim da exploração sexual contra crianças e adolescentes e, no simpósio internacional, buscou-se apresentar as estratégias da campanha no envolvimento dos homens pelo fim desta violência. Um dos focos principais da participação foi discutir sobre o tema da prostituição que não é crime, mas sim uma ocupação, ao contrário da exploração sexual, esta sim, deve ser enfrentada, conforme explica o educador social Wagner Montenegro (25): “O estigma que a prostituição carrega, põe à margem da sociedade homens e mulheres que possuem esta ocupação, afetando sua autoestima e aumentando suas vulnerabilidades. Homens e mulheres têm o direito de decidir sobre seus corpos, portanto, nossa visão é a de que a prostituição não deve ser encarada como uma atitude criminosa, a exploração sexual sim.”

Para Natália Cordeiro (21), jovem estagiária do Instituto PAPAI e que, pela primeira vez representou a Instituição num evento dessa importância, “O Simpósio representou a possibilidade de trocar experiências com jovens do mundo inteiro sobre a questão do tráfico de pessoas e sobre prostituição. Saber como são as realidades dos outros países, os seus desafios, isso é bastante enriquecedor pra a gente que está em formação, principalmente tendo em vista que os temas abordados são complexos e precisam de soluções coletivas e que ultrapassem as fronteiras nacionais.”

Nathália Cordeiro e Wagner Montenegro (Instituto PAPAI)

Entre os desdobramentos do Simpósio no Vaticano está a formação de uma rede mundial de jovens pelo fim do tráfico de pessoas, que será de fundamental importância para o trabalho com o grupo de jovens do Instituto PAPAI. A ideia é que as diversas estratégias compartilhadas sirvam para o trabalho no Brasil na busca pelo fim da exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Sobre o Instituto PAPAI - Fundado em 1997, o Instituto PAPAI é uma ONG que atua com base em princípios feministas e defende a ideia de que uma sociedade justa é aquela em que homens e mulheres têm os mesmos direitos. Assim, consideramos fundamental o envolvimento dos homens nas questões relativas à sexualidade e à reprodução e uma ressignificação simbólica profunda sobre o masculino e as masculinidades em nossas práticas cotidianas, institucionais e culturais mais amplas. http://www.papai.org.br/

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