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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sobre Exploração sexual contra crianças e adolescentes: Quem Não Cala, Não Consente

Com o objetivo de chamar a atenção para o crime de exploração sexual contra crianças e adolescentes, o Instituto PAPAI, através da Campanha Quem Não Cala, Não Consente, realiza ação educativa na Fan Fest Recife (Cais da Alfândega) na terça, 17 de junho, às 14h, antes do jogo Brasil X México.

Segundo o Disque 100 (Disque Denúncia Nacional), o número de denúncias a respeito do crime de exploração sexual contra crianças e adolescentes vem aumentando ano a ano. De acordo com dados referentes aos registros de 2012, de um total 120.344 denúncias, em mais da metade (57%), as meninas eram as vítimas; a faixa etária mais atingida estava entra as idades de 8 a 14 anos. Além disso, 61% desses registros são relacionados a crianças e adolescentes pretos e pardos. Também é importante enfatizar outro dado do Disque 100: este atribui à região Nordeste os maiores registros de denúncia. 

Lembramos que os casos de abuso e exploração sexual são subnotificados, apesar de os números já serem alarmantes, ainda não refletem a verdadeira realidade dessa problemática. O Nordeste aparece nas estatísticas com 38,16% dos registros e o Estado de Pernambuco, entre todas as unidades federativas, aponta em 6º lugar no número de denúncias. Os números também apontam que 68% dos principais suspeitos de cometer a violência sexual são do sexo masculino.


Quem somos

Fundado, em 1997, o Instituto PAPAI é um projeto social que tem como missão promover cidadania com justiça social, contribuindo para a garantia dos direitos humanos, em prol da eliminação de desigualdades e da afirmação e valorização da diversidade, a partir da perspectiva feminista de gênero, atuando contra qualquer expressão de machismo e patriarcado.

Temos por objetivo promover ações político-pedagógicas no campo das relações de gênero, saúde e sexualidade, atuando no campo da saúde pública, educação e em instâncias de controle social (integrando movimentos sociais e intervindo na formulação, avaliação e monitoramento de políticas públicas). Nossas ações visam romper barreiras individuais, simbólicas, culturais e institucionais que criam obstáculos, orientados por uma ordem heteropatriarcal de masculinidade, e impedem a maior participação masculina no contexto dos direitos sexuais e reprodutivos e, consequentemente, geram obstáculos à uma transformação simbólica, política e de prática mais profunda.

Consideramos que é necessária uma leitura crítica, à luz do feminismo, sobre os processos de institucionalização de masculinidades e feminilidades, que são construídos a partir da desigualdade de gênero.

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