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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Ação da Campanha Quem Não Cala, Não Consente durante a Copa do Mundo


Grupo de jovens mobilizadores realiza ação educativa na Fan Fest Recife


             Recife e outras cidades do Brasil receberão um fluxo alto de turistas durante a Copa do Mundo e, ao mesmo tempo em que existe o clima de festa, algumas questões sociais merecem atenção também nesta época, é o caso da exploração sexual contra crianças e adolescentes, problema grave, que atinge meninas e meninos de qualquer cor, raça, classe social, porém, o maior número de casos acontece com adolescentes mulheres vindas de comunidades pobres das grandes cidades. Com o objetivo de chamar a atenção para o crime de exploração sexual contra crianças e adolescentes, o Instituto PAPAI, através da Campanha Quem Não Cala, Não Consente, realiza ação educativa na Fan Fest Recife (Cais da Alfândega) na terça, 17 de junho, às 14h, antes do jogo Brasil X México. Durante a ação serão distribuídos materiais educativos (panfletos e cartazes), contendo informações e reflexões que convocarão a população, sobretudo a masculina, a um posicionamento a favor da proteção das crianças e adolescentes contra esse tipo de violência. 

Quem somos

Fundado, em 1997, o Instituto PAPAI é um projeto social que tem como missão promover cidadania com justiça social, contribuindo para a garantia dos direitos humanos, em prol da eliminação de desigualdades e da afirmação e valorização da diversidade, a partir da perspectiva feminista de gênero, atuando contra qualquer expressão de machismo e patriarcado.

Temos por objetivo promover ações político-pedagógicas no campo das relações de gênero, saúde e sexualidade, atuando no campo da saúde pública, educação e em instâncias de controle social (integrando movimentos sociais e intervindo na formulação, avaliação e monitoramento de políticas públicas). Nossas ações visam romper barreiras individuais, simbólicas, culturais e institucionais que criam obstáculos, orientados por uma ordem heteropatriarcal de masculinidade, e impedem a maior participação masculina no contexto dos direitos sexuais e reprodutivos e, consequentemente, geram obstáculos à uma transformação simbólica, política e de prática mais profunda.

Consideramos que é necessária uma leitura crítica, à luz do feminismo, sobre os processos de institucionalização de masculinidades e feminilidades, que são construídos a partir da desigualdade de gênero.

Acesse nossas redes sociais para se atualizar em relação às nossos projetos e ações.