quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Audiência pública debate direitos LGBT

Aconteceu ontem (13), uma audiência pública com o tema ‘’Educação e Direitos Humanos: Combate à Violência Contra a População LGBT no Estado de Pernambuco”, na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Na oportunidade, o educador do Instituto Papai, Thiago Rocha, apresentou um estudo com dados do perfil dos participantes das Paradas da Diversidade.


O evento começou com a apresentação dos indicies da pesquisa ‘’Política, Direitos, Violência e Homossexualidade”, realizada numa ação conjunta pelo Núcleo de Pesquisas em Gênero e Masculinidades (Gema/UFPE), Instituto Papai e Fórum LGBT de Pernambuco. Segundo os dados, houve um crescimento da participação da população nas Paradas da Diversidade de 2002 até o ano passado. A porcentagem maior vai para os homens homossexuais, que representam 35,6% dos participantes do evento, seguidos das lésbicas, com 21,3%. Entre os participantes heterossexuais, as mulheres vem na frente com 12,9% e os homens com 10,4%. Outro dado que chama atenção e que representa o contexto grave em que vive a população LGBT do estado, é que 77,4% dos entrevistados já afirmaram terem sido vítimas de , pelos menos, um tipo de descriminação. Além disso, 54,7% declarou não conhecer nenhuma lei ou projeto de lei que garanta os direitos LGBT. Perante os dados apresentados, os deputados presentes se colocaram à disposição para encaminhar a construção e o fortalecimento de uma política de estado  que perceba as pautas prioritárias de reivindicação desse público.

O evento também teve a participação dos deputados Teresa Leitão e Gustavo Negromonte, além de representantes do Fórum LGBT de Pernambuco, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos de Pernambuco e da Secretaria Executiva de Justiça e Direitos Humanos.


Pesquisa-  O estudo ‘’Política, Direitos, Violência e Homossexualidade” teve como objetivos revelar aspectos pouco conhecidos do perfil sócio-político dos participantes das Paradas da Diversidade brasileiras e, por extensão, da população LGBT, que se concentra nas grandes cidades do país, e mapear padrões de violência e discriminação que atingem gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, através de uma “amostra por conveniência”, ou seja, uma amostra aleatória obtida no contexto da Parada.

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