História | Jogador machão que morreu defendendo um grupo gay


No dia 06 de fevereiro de 1973, morreu, assassinado, no bar Rio-Jerez, em Copacabana, no dia 6 de fevereiro de 1973, Almir Morais de Albuquerque, o Almir Pernambuquinho, um dos mais controversos jogadores do futebol brasileiro em todos os tempos, com algumas passagens marcantes pelo futebol carioca.

Almir nasceu em Recife em 28/10/1937, começou a carreira no Sport Recife, jogou no Vasco de 1957 a 1960, passou por Corinthians, Boca Juniors, Fiorentina, Genoa, Santos (onde foi campeão do mundo em decisão no Maracanã), jogou no Flamengo de 1965 a 1967 e no América, onde encerrou sua carreira, de 1967 a 1968.
Por onde passou, gerou polêmica, especialmente, por seu jeito agressivo com os adversários, com o juiz, com a torcida.
(...)
Na noite de 6 de fevereiro de 1973 Almir, uma namorada e um casal de amigos bebiam no Bar Jerez, na Galeria Alaska, em Copacabana. Em outra mesa do bar bebiam alguns dançarinos que faziam parte do grupo Dzi Croquetes, ainda maquiados, pois tinham acabado de se apresentar. Três portugueses, que também estavam no Jerez, passaram a ofender os dançarinos, chamando-os de veados e paneleiros. Almir não gostou, se meteu, o bate-boca virou briga, a briga virou tiroteio, Almir e seu amigo perderam a vida e os portugueses acabaram fugindo. O escritor Mario Prata, que testemunhou o ocorrido, diz que “esta história tem um lado bonito: um machão como ele morrer defendendo um grupo gay”.


Sobre sua carreira
Almir foi um dos jogadores mais polêmicos de todos os tempos. O atacante, que também chegou a ser chamado de Pelé branco, defendeu nove clubes de três países: Sport-PE, Vasco, Corinthians, Boca Juniors-ARG, Fiorentina-ITA, Genoa-ITA, Santos, Flamengo e América-RJ. Por esses, foi campeão estadual, brasileiro, sul-americano e mundial. Pelo seu comportamento, Almir não teve muitas chances na Seleção, apesar do seu grande futebol. Participou de apenas oito partidas, entre 1959 e 1960, com quatro vitórias, três empates e uma derrota. Ganhou a Copa Roca e a Taça do Atlântico em 1960.

Almir nasceu em Recife, em 28 de outubro de 1937, e despontou nas categorias de base do Sport. Além dos títulos, participou de pelo menos seis tumultos formidáveis. Confira no Baú da LANCE!TV O mais famoso na decisão do Carioca de 1966, Bangu 3x0 Flamengo. E o último na Rua Bariri, em 1967, quando o América venceu o Olaria por 1 a 0. Os 22 jogadores foram expulsos.

Mais informações:
http://vejario.abril.com.br/blog/historias-do-futebol-carioca/vasco/698
http://sumulascariocas.blogspot.com.br/2008/09/almir-pernambuquinho.html
http://www.netvasco.com.br/n/123054/ha-40-anos-almir-pernambuquinho-idolo-do-vasco-era-assassinado
http://www.correiodealagoas.com.br/noticia/6952/esportes/2013/02/02/ha-40-anos-almir-pernambuquinho-jogador-violento-era-morto-ao-defender-gays.html